Vacina da gripe e terreiro


Quando me tornei trabalhador de terreiro, percebi algo muito desconfortável: eu ficava gripado mais vezes. Antes do terreiro, duas gripes por ano, em média. Depois do terreiro, cinco ou seis.

Levei algum tempo para perceber o óbvio: o terreiro me deixava mais suscetível ao contágio. Mas, por quê?

A resposta, na verdade, era bastante simples: terreiro pequeno, lotado, entra e sai de pessoas, aumento da circulação do vírus, maior probabilidade de contágio, mais vezes doente ao longo do ano.

Foi então que decidi (pela primeira vez) tomar a vacina contra a gripe e, maravilha, nunca mais fiquei doente. Claro, nenhuma vacina é 100% e talvez eu tenha dado sorte ou tenha ficado tempo demais de máscara por conta da pandemia...

Seja como for, desde então, não abro mão e recomendo que todo trabalhador de terreiro se vacine. Muitas prefeituras distribuem a vacina anualmente e, se não for o caso, pode-se consegui-la na rede particular e, para mim, valeu muito a pena.

Além de reduzir a quantidade de vezes em que ficamos doente, ela também ajuda amenizar os efeitos, caso fiquemos, o que frequentemente impacta diretamente o terreiro, pois cada trabalhador ausente faz falta durante as giras.

Leonardo Montes

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