MEMÓRIA DE ZÉLIO DE MORAES




Se estivesse entre nós, Zélio teria completado 130 anos de idade ontem (10/04). Aproveitando a ocasião, seu bisneto, Leonardo Cunha, atual presidente da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, usou as redes sociais para falar um pouco sobre seu bisavô e também sobre seu irmão, ambos aniversariantes e desencarnados.

Entre curiosidades pessoais e da Tenda, Leonardo Cunha fez um desabafo sobre a desvalorização do papel do seu avô dentro da religião, processo iniciado com acadêmicos, décadas atrás e atualmente embalado por umbandistas que tentam – a todo custo – criar uma narrativa sobre a origem afro da #Umbanda.

Recentemente, a BBC Brasil publicou uma matéria sobre isso.

Num dos trechos, diz-se que Zélio não apenas não “criou” nada, como também acabou se apropriando e invibilizando a religiosidade africana de onde supostamente a Umbanda derivaria... Existem tantos absurdos nesta matéria que resolvi fazer uma análise dos pontos principais no blog: umbandasimples.com.br

Por esta razão, resolvi escrever esse texto, sugerindo que todos acessem a página da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, no Facebook (só digitar o nome na busca) e compartilhem o conteúdo que ali foi colocado, pois é de extrema relevância em nosso cenário.

Não é preciso praticar a Umbanda nos moldes nascentes para se reconhecer o valor e importância de Zélio de Moraes, tudo que teve que abrir mão, todo o seu trabalho e dedicação para que a religião nascesse e prosperasse, chegando até os nossos dias, para que então pudesse ser desvalorizada, dentro de sua próprias fileiras, por militantes que abraçaram uma boa causa, mas que frequentemente perdem a mão em suas próprias narrativas e ideologias.

Leonardo Montes

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