Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 10: Mantenha a chama acesa (final)




Iniciada a caminhada mediúnica, o médium experimentará muitas dúvidas, tristezas e alegrias. Como dito no capítulo anterior, cada nova oportunidade de trabalho e aprendizado será um fator que enriquece o nosso espírito.

Contudo, isso também passará.

Com o correr dos anos, tudo que era novo e empolgante se tornará rotina. O médium perceberá que a queixa dos consulentes serão quase sempre as mesmas, as orientações de seus guias para os problemas apresentados serão quase sempre os mesmos (tendemos a pensar que somos únicos, seja em nossas virtudes ou problemas, mas isso não é verdade) e, com a rotina, vem o desânimo.

O desânimo será o primeiro companheiro do médium. Depois, virão também os julgamentos dos companheiros, as decepções consigo mesmo e com os outros, as dificuldades da vida, as incompreensões familiares e, principalmente, a solidão.

Lidar com tudo isso não é tarefa fácil, porém, algo inevitável e, cedo ou tarde, todos passam por isso, às vezes, mais de uma vez.

Entretanto, ao lado de dores e desafios, o médium também experimentará novas recargas de fé e ânimo, seja num feedback estimulante, seja num fato mediúnico marcante: as entidades sempre se esforçam para que o médium não esmoreça na caminhada.

E é por tudo isso que manter a chama acesa (chama do ânimo, da esperança, da confiança e da fé), se mostra uma tarefa tão árdua, porém, necessária...

Após anos e anos de trabalho, a mediunidade tende a ficar cada vez mais solidificada. O médium tende a se tornar mais confiante em si mesmo, na espiritualidade, na vida, em Deus.

Os atendimentos espirituais por seu intermédio ficarão mais firmes, confiáveis, profundos e isso insere o médium numa escola nova de espiritualidade sobre a qual enriquecerá o seu próprio espírito com ensinamentos e experiências que boa parte das pessoas não-médiuns sequer sonhariam ser possível...

Contudo, aproveitar essa experiência é tarefa de cada um. Ao lado dessas possibilidades, devo testemunhar que também já vi médiuns com décadas de vivências continuarem tão imaturos como quando começaram... O aprendizado chega para todos, mas a absorção depende de cada um...

Ao longo de uma vida inteira dedicada a caridade e ao bem, quantas pessoas seriam beneficiadas? Milhares, certo? Essa é a beleza da mediunidade: mesmo sendo instrumentos imperfeitos, podemos ser úteis na edificação de um mundo melhor, a começar por nós mesmos.

Por esta razão, encerro este livreto com algo que sempre ouvi do Velho: Um dia, quando a morte houver chegado para todos, nos reuniremos, médiuns e seus guias, debaixo de uma frondosa árvore em Aruanda, quando então relembraremos os dias de luta na Terra, erros e acertos e daremos graças a Deus por mais uma oportunidade de trabalho vencida, aguardando a inspiração do alto para as novas tarefas que nos aguardarão.

Neste dia, celebraremos.

Fim.

 

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