segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Cada entidade tem seu jeito de trabalhar

entidade
Imagem de Paulo Henrique da Silva

Grato pela pergunta, Eliane.

Cada entidade trabalha de um jeito, mesmo que ela faça parte de uma falange. Para entender isso, vamos a um exemplo: eu sou psicólogo, tenho a minha maneira de trabalhar. Outros psicólogos, trabalharão de outras maneiras. 

Existem diferentes correntes de pensamento com suas respectivas técnicas dentro da psicologia: psicanálise, humanismo, cognitivo-comportamental, gestalt, sistêmica, etc.

Cada psicólogo pode escolher o seu referencial teórico e cada um será diferente do outro, contudo, ainda assim, todos seriam psicólogos, entende? A mesma coisa ocorre com a falange: dentro dela há centenas/milhares de espíritos, mas cada um trabalha de acordo com seu próprio método.

O médium em desenvolvimento não conhece nada sobre as entidades que se manifestarão por ele. Isso ficará claro no processo. Por esta razão, é preciso paciência, prudência, pé no chão. Não há nada mais gratificante do que ir conhecendo aos poucos, sabendo aos poucos. É preciso não ter pressa!

Com o tempo, as entidades se revelarão: dirão seus nomes, o que usam, como trabalham. Se ainda não disseram, é que o médium não está maduro o suficiente. Porém, com dedicação e boa-vontade, certamente, todos chegam lá.

Leonardo Montes


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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Visão de parentes no momento da morte

enfermo
Imagem do Google Imagem

Gostaria que você falasse a respeito de pessoas que estão próximas do desencarne e começam ver familiares falecidos – Grato pela pergunta, Jussara.

Vou começar contando um caso que ocorreu na família de uma pessoa próxima.

A mãe estava bastante idosa e, por isso, havia sido poupada pela família quanto a notícias de falecimentos recentes. Já bastante debilidade, a senhora vivia relatando a visita de amigos e familiares já desencarnados, embora ela não soubesse disso, o que sempre chocava a todos.

Certo dia, disse à filha ter recebido a visita do esposo (já falecido) e de um padre amigo da família (também já desencarnado). Quando perguntaram o motivo da visita, ela respondeu:

— Disseram que vieram me buscar, mas eu disse que não queria ir. Mas, agora, acho que eu quero!

Dias depois, ela se foi.

A visita de amigos e familiares no momento da morte ou nos dias que antecedem à morte, é um fato bastante comum e que deveria nos fazer pensar muito seriamente sobre a vida e a morte.

Abundam casos em toda parte, de tal forma que todas as tentativas de negar o fenômeno não passam de atavismos sem sentido. Porém, o que explica o fato?

Quando uma pessoa está enferma e a enfermidade se agrava, isso significa que o corpo físico está bastante frágil. Os laços que prendem o espírito ao corpo, debilitados pela doença, já não se encontram com a mesma força de antes, isso permite ao espírito uma certa liberdade, uma facilidade maior de desligamento temporário e, com isso, a visão e mesmo a audição do plano espiritual com muita naturalidade.

É por isso que pessoas enfermas relatam a visita de amigos e parentes que sempre estão nos apoiando nos momentos difíceis, mas que não são percebidos por aqueles que não possuem uma mediunidade mais aclarada, a não ser, quando a vida material já está tão fraca que o espírito praticamente se encontra com um pé do outro lado.

Contudo, ao contrário do que muitos pensam, o fato de ver estes espíritos não é um sinal de que a pessoa morrerá em breve. A senhora citada, por exemplo, relatou a visita de diversas pessoas que ela não sabia que haviam morrido durante alguns anos. Conforme a enfermidade avançava e a saúde se debilitava, mais ela os via. 

Trata-se, portanto, de algo comum nos processos de adoecimento que enfraquecem o corpo e dão mais liberdade ao espírito e por isso não necessariamente significam que a pessoa esteja prestes a desencarnar. 

Não há razão para que os familiares pensem que a pessoa está “esclerosada” ou qualquer coisa semelhante.

Quando isto acontecer, ao invés de se encherem de temor, as famílias devem é se encher de amor. Quer prova maior de afeto do que receber a visita e os cuidados daqueles que, um dia, partilharam o mundo conosco? Nestas situações, as famílias devem orar, agradecer aos familiares do lado de lá o amparo recebido e, com isso, encherem-se de alegria e fé, pois é o testemunho familiar, debaixo do próprio nariz, da continuidade da vida e da imortalidade da alma.

Cabe dizer, contudo, que nem todas as visões são positivas. Mas, isso deixarei para um outro post...

Caso queira enviar uma pergunta sobre Umbanda, escreva para: canalumbandasimples@gmail.com

Leonardo Montes 

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quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Durante a gravidez a mulher pode incorporar?

gravidez

Imagem de fixthephoto.com

Lembram-se do versículo: tudo me é lícito, mas nem tudo me convém? (1 Coríntios 6:12), é aqui que ele se encaixa. 

De modo geral, pode-se dizer que, se não houver nenhuma disposição em contrário, como uma gravidez de risco, por exemplo, nada impediria uma mulher de trabalhar mediunicamente durante a gestação. Contudo, a questão que me parece mais relevante é: há necessidade?

E, para mim, não há.

Sou daqueles que veem a maternidade como algo sagrado. Se estivesse em minha alçada, jamais uma mulher trabalharia profissionalmente até o fim da sua gestação, como jamais retornaria ao serviço em menos de um ano após o parto.

E digo isso porque considero, do ponto de vista psicológico e espiritual, a maternidade extremamente importante, tanto para a mulher, quanto para o filho e sei bem como os meses que antecedem e sucedem à gestação são fundamentais para o bom desenvolvimento da relação afetiva entre ambos.

Quantas vezes uma mulher gestará durante a sua vida? Duas, três, quatro vezes? E quantas vezes trabalhará mediunicamente? Centenas, milhares de vezes? Então, para quê arriscar um momento tão sagrado por algo que se fará o resto da vida?

Sou da opinião de que, a partir do momento em que a mulher se descobre grávida, não deve mais atuar como médium. 

Todo médium é impactado, direta e indiretamente, pelo trabalho que realiza. Seja através de um consulente carregado e cujas vibrações incidirão sobre a médium, seja em razão dos ataques espirituais que as trevas não cessam de empreender, seja mesmo pelo desgaste físico e emocional que um trabalho proporciona, tudo isso gera um risco absolutamente desnecessário à gestante.

Por esta razão, em minha opinião, toda mulher grávida deve frequentar o terreiro apenas para tomar passes, não para atuar como médium. Após a gestação, ela terá o restante da vida para fazer isso.

Leonardo Montes 


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