quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

SOBRE MÉDIUNS ESPONJA

chackras

Nos últimos anos, tem se popularizado na internet a expressão: médium esponja, que faz referência às pessoas que “absorvem” as energias de quem esteja ao seu redor, especialmente, as energias ruins, o que frequentemente faz com que se sintam cansadas, fracas e até mesmo doentes.

Mas, isso realmente existe?

Bom, não há nada de novo neste processo. Contudo, com o correr dos anos, sempre surgem expressões novas para se referir a problemas velhos e este é mais um destes casos.

Na verdade, não existe nenhuma mediunidade que faz com que alguém sugue as energias de outras pessoas, sejam energias boas ou ruins. Os chamados médiuns esponja são apenas sensitivos e a sensitividade mediúnica é uma das faculdades mais comuns da Terra.

O que de fato ocorre é que eles acabam se sintonizando com as energias ruins das outras pessoas e, como são mais sensíveis que a população em geral, acabam se contaminando com as vibrações ruins que atraem para si.

O médium equilibrado percebe, capta, mas não leva para si tais energias, pois possui um alto padrão vibratório; ora e vigia, portanto, está em equilíbrio. Em suma: sente, mas não “pega”.

O médium esponja, por outro lado, é um médium desequilibrado, cujos pensamentos e sentimentos estão em desarmonia, o que faz com que se influencie por toda e qualquer energia que exista nos ambientes e nas pessoas. Assim, o que faz com que se sinta uma esponja, na verdade, são sintomas de seu desequilíbrio emocional/espiritual.

Acabei de ver um tópico sobre isso no Facebook, tão comum quanto outros tantos e estas foram as recomendações dadas para sanar o problema:

— Tapar o umbigo com esparadrapo (eu não consigo compreender essa função mística do esparadrapo...);

— Eu sei como você se sente, nossa vida é complicada mesmo (pensamento vitimista que transforma a mediunidade em maldição, muito comum, diga-se);

— Procure um psiquiatra ou psicólogo (o que de fato pode ajudar, conforme a origem da perturbação);

— Reiki, Apometria e Passe (que realmente podem ajudar, mas não solucionam o problema, que é íntimo);

— Procurar um trabalho com seres Arcturianos (eu nem vou comentar, pois não acredito nisso...);

— Assistir palestras (pode ajudar, elevando o pensamento);

— Usar uma turmalina negra (a pessoa não detalhou e não faço ideia do que ela de fato sugeriu...);

— Este é seu papel mesmo, só resta saber transmutar essas energias (sem comentários).

Enfim, estas orientações são reais. Foram postadas num grupo e NENHUMA sequer chegou perto da raiz do problema em minha opinião. A solução para esta situação é: reforma íntima, elevação do pensamento, cuidado com os sentimentos, oração, vigilância, etc.

O médium esponja deixará de sê-lo assim que conseguir colocar ordem em sua cabeça e em seu coração. Simples assim!

Leonardo Montes 

www.umbandasimples.com.br

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

SENTI FIRMEZA NOS GUIAS DE FULANO

índios

É relativamente comum ouvirmos frases semelhantes a estas: senti firmeza no guia de fulano. Porém, ela está essencialmente errada.

Os guias são sempre firmes, os médiuns é que nem sempre o são. 

Quando um espírito recebe permissão do Alto para incorporar e atender, significa que ele passou por um longo processo de preparação onde aprendeu tudo quanto necessário para conseguir atuar através de um médium.

Assim, o guia está sempre pronto e firme!

Então, quando alguém diz essa frase, na verdade, está se referindo à firmeza do médium, querendo dizer com isso que o atendimento espiritual foi bom, que a conversa fluiu, que o médium permitiu a entidade se manifestar da forma satisfatória.

Portanto, o correto seria dizer: senti firmeza no médium tal, porque os guias, repito, estes são sempre firmes, mesmo que os médiuns através dos quais se manifestem, não sejam tanto assim. 

Leonardo Montes

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TERREIRO QUE PRATICA O MAL, EVENTUALMENTE

 

homem de branco

Recentemente, conversei com uma pessoa que me narrou uma situação, no mínimo, inusitada: foi chamada para se desenvolver num terreiro, mas relutou em aceitar em razão de uma particularidade da casa.

Trata-se de um terreiro, aparentemente, normal. Porém, nos trabalhos de esquerda, caso o consulente peça algum tipo de maldade, cabe à entidade decidir se atende ou não atende o seu pedido.

Isto é, eles não alardeiam aos quatro cantos que aceitam fazer trabalhos para o mal, porém, se o consulente pedir, talvez a entidade aceite a proposta e, neste caso, o mal possa ser feito.

Porém, pode um terreiro que, em essência, é uma casa de caridade, fundamentada na Umbanda que é uma religião que prega em 100% dos seus trabalhos o bem, também praticar o mal, eventualmente?

Para responder a essa pergunta, imagine o seguinte: 

Imagine um lava-jato cuja função, como todos sabem, é lavar carros. Durante 29 dias do mês, todos os clientes saem satisfeitos com seu carro limpinho. Porém, em um dia específico, ao invés de lavar os carros, os funcionários do lava-jato os sujam. O cliente chega com seu carro sujo e sai com ele mais sujo ainda... Porém, só neste dia!

Faz sentido? Você levaria o seu carro lá?

Pois é o que pretendem estes terreiros onde se faz o bem e o mal, ainda que eventualmente... Não é preciso ter receio: tais terreiros não têm fundamento, não tem raiz, não são sérios, estão brincando de religião...

Não basta pintar na fachada de uma casa “Terreiro de Umbanda” para, efetivamente, se praticar Umbanda. É preciso que as pessoas que formam a casa tenham as melhores intenções, estejam firmes no bem, pois somente assim serão auxiliadas por bons espíritos, do contrário, atrairão espíritos desocupados que espalharão caos e confusão em todo o terreiro...

Portanto, se você conhece algum terreiro assim o mínimo que pode fazer é passar bem longe...

Leonardo Montes

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

MEU PRETO-VELHO GOSTA DE FUMO “DE CEREJA”

cereja


Certa feita ouvi um médium dizer esta frase e me perguntei: será mesmo?

Eu tento imaginar o escravo, naquele tempo, perambulando aqui e ali e consumindo fumo com sabor... Será que existia? Creio que não.

Esta é mais uma invenção moderna, mais uma armadilha da indústria para suavizar o hábito nocivo do fumo (que, é sempre bom repetir, foi desambientado de sua origem, banalizado e industrializado). 

Na verdade, a maioria das entidades opta por um fumo “natural” ou pede que sejam adicionadas algumas ervas, como por exemplo, o alecrim. O fumo natural contém menos ingredientes do processo industrial e não recebe o aditivo da essência que confere um sabor extra.

Portanto, em casos assim, sou mais propenso a pensar que, quem de fato gosta do fumo de cereja, é o médium, não o guia.

Leonardo Montes

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

DIÁRIO DE UM MÉDIUM INICIANTE - CAPÍTULO 14: POMBAGIRA

pombagira

Antes de tudo, preciso dizer que nunca vi uma pombagira referir-se a si mesma por este termo. Vejo-as preferir serem chamadas de moças, senhoras, senhoritas, damas, etc. Já li muito na internet sobre a origem deste termo, mas, é tudo tão vago e impreciso que prefiro não comentar...

Confesso: a primeira vez que incorporei uma moça foi desconcertante! Primeiro, por que eu não estava preparado, segundo, por que eu não sabia que ia acontecer.
Eu já estava trabalhando com exu há uns dois meses, quando, num trabalho com a esquerda, depois que o exu “desceu” e as moças dos demais médiuns começaram a chegar, senti uma vibração estranha, intensa, diferente das que eu já conhecia.
Senti todo o processo da incorporação, mas não entendia que entidade era aquela. Ela não se curvou como um exu, suas mãos não assumiram aspecto de garra e eu sentia uma incrível leveza. Foi então que, lentamente, meus braços se posicionaram na cintura e tive a certeza de tratar-se de uma mulher.
Até aquele momento, trabalhara somente com espíritos de “homens” e, confesso, novamente, achava meio ridículo ver homens barbados agindo delicadamente e com voz afeminada...
Entretanto, ali, não tive escolha. A entidade gargalhava, embora contidamente; andava como quem desfila e parecia muito delicada e sensível. Pediu para se sentar, pediu um cigarro comum e uma taça de champanhe. Apresentou-se, disse chamar Rosa Vermelha da Encruzilhada e vinha apenas para um primeiro contato... Despediu-se e foi embora.
Novamente, confesso: senti-me algo envergonhado, especialmente, pelos colegas de terreiro que acabaram fazendo chacota da situação, em bom sentido, claro. Mas, logo superei. Deixei de lado as bobeiras do machismo e, com o tempo, aprendi a apreciar o sagrado feminino nas manifestações dessa bondosa dama que, conforme soube posteriormente, já me recebera como filho em algum lugar do passado...
Para encerrar este capítulo, é bom dizer que, ao contrário do senso-comum, onde as pombagiras aparecem como prostitutas em busca de prazeres ou meretrizes separadoras de maridos... As moças se apresentam de forma alegre, bem humorada e extremamente conhecedoras dos mistérios do coração. São excelentes conselheiras em questões afetivas, em relacionamentos amorosos, amizades, família, trabalho, etc.
Portanto, a sugestão que dou aos futuros médiuns que lerão este capítulo é que trabalhem com as moças com o mesmo respeito e dedicação que teriam a qualquer outra entidade.
Leonardo Montes
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