sábado, 1 de maio de 2021

DIÁRIO DE UM MÉDIUM INICIANTE - CAPÍTULO 18: MECANISMOS DA INCORPORAÇÃO


Aprendera no diálogo com os espíritos que apesar do termo, incorporação não quer dizer, exatamente, entrar no corpo. A entidade que irá se incorporar permanecerá, sempre, fora do corpo do médium. 

O que ocorre é simples aproximação da mesma, envolvimento vibratório de um para com outro, entrelaçamento entre fluxos energéticos vindo dos chakras do espírito e do médium. Vou tentar detalhar ao máximo o que aprendi com as entidades, embora não compreenda todo o processo. O médium se concentra, elevando seu pensamento e, por consequência, seu padrão vibratório. Se for uma entidade da direita, um caboclo, por exemplo, ele abaixará seu padrão vibratório o mais próximo possível do nível do médium. Se for uma entidade da esquerda é provável que não haja muito esforço de ambas as partes, dada a proximidade vibratória. 

A partir daí - por um processo que sinceramente desconheço -, filamentos fluídicos começam a se estender dos chakras da entidade e do médium. Em algum ponto eles se encontram, entrelaçam-se e estabelecem uma corrente. Quando este processo se inicia, é normal o médium sentir o coração acelerar; suas mãos suarem ou ficarem geladas; um arrepio forte percorrer o seu corpo, etc...

Tende a cambalear e a sentir solavancos. Conforme as ligações vão se tornando mais fortes, o médium, geralmente, começa a tremer e a sacolejar. Esse processo é algo estranho e pode causar algum desconforto, mas não causa dor. O último chakra a ser ligado, pelo menos em grande parte dos casos, é o coronário, situado no topo da cabeça. 

Quando este processo termina, o médium está incorporado. Em todos os casos de incorporação há ligação entre os sete crackras. A diferença está na força do fluxo ou da corrente, por assim dizer. Nos médiuns iniciantes ela geralmente é fraca, o que deixa o médium em dúvida sobre estar ou não incorporado. Nos médiuns mais experientes, é forte o suficiente para não produzir dúvida. Com o tempo, as sensações tendem a ser mais intensas. 

Cheguei mesmo a presenciar dois casos em que o entrelaçamento fluídico foi tão intenso que a entidade dominou completamente o corpo do médium, produzindo uma inconsciência profunda. Numa dessas situações, a entidade chegou a queimar a mão do médium numa vela, a ponto de feder e ficar toda chamuscada, sem que este esboçasse a menor reação de dor, o que seria praticamente impossível de ser fazer num médium consciente que continua, embora reduzidamente, sensível à dor...

Quando a incorporação ocorre o corpo físico do médium torna-se um reflexo da entidade. Se esta levanta, ele levanta. Se ela bate no peito, ele bate no peito. Se ela fala, ele fala. Quando o preto-velho senta-se num toco, pede seu cachimbo e fica ali "pitando", o corpo do médium nada mais está fazendo do que o reflexo do que a entidade está fazendo no mundo astral, normalmente, posicionada ao seu lado, sentada num toco plasmado pela força do seu pensamento e "pitando" um cachimbo igualmente plasmado por sua vontade.

Leonardo Montes

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