quinta-feira, 15 de abril de 2021

NEM SEMPRE A RESPOSTA É VISÍVEL

energias


O vídeo mais assistido do canal UmbandaSimples, é um em falo sobre as diferentes formas de queima de uma vela. Quando gravei este vídeo, nem de longe imaginei que o sucesso seria tão grande.

Basicamente, o que ocorre é que muitas pessoas se impressionam a respeito de como uma vela se queima e procuram significados nesta queima. Exemplo: se a vela derrete de um só lado, se ela se parte ao meio, se sobra alguma coisa, se não sobra nada, etc.

E a explicação mais simples para tudo isso é que a forma como a vela vai se queimar dependerá essencialmente da qualidade da vela, do pavio e do ambiente (temperatura, umidade, etc). Não existe essencialmente nada de espiritual nisso (a exceção, claro, é quando a vela é acendida dentro do ponto de uma entidade e esta faz algum trabalho direcionado à vela).

Há algum tempo, algumas pessoas se impressionaram num dos nossos trabalhos com o reflexo do brilho de uma vela colocada dentro de um copo com água e que se irradiava pelos lados formando uma espécie de flor de lótus no chão, contudo, o preto-velho chamou uma cambone e disse: não tem nada de mais aqui, é que vocês nunca prestaram atenção antes, mas essa iluminação se dá pelas estrias do copo, tanto pela luz da vela, quanto pela lâmpada.

Assim também com os copos com sal grosso atrás da porta que de repente são vistos sem água e com sal em suas bordas, levando muitas pessoas ao completo desespero imaginando que seja sinal de demanda, quando na verdade se trata de um processo natural de evaporação da água e de adesão do sal ao corpo do copo... 

O mesmo ocorre com o café dos pretos-velhos que de um dia para o outro não está mais no mesmo nível de antes, deixando uma marquinha como referência na xícara, fazendo muitos pensarem que a entidade “bebeu o café”, quando na verdade ele apenas evaporou naturalmente (como acontece com as roupas molhadas no varal).

Enfim, parece que existe uma tendência no meio umbandista de querer ver aquilo que é invisível, como se a resposta às orações e aos pedidos devesse, necessariamente, deixar marcas visíveis de alguma forma. 

Agora, pensemos:

Quando tomamos um banho com ervas, não vemos a energia suja escorrendo com a água conforme ela banha nosso corpo e, nem por isso, o banho será menos efetivo. Quando defumamos uma casa, podemos sentir o ambiente leve ou carregado, mas não vemos a defumação queimando as vibrações ruins do ambiente e, mesmo assim, a defumação cumprirá o seu papel. Quando uma entidade nos dá passes, não vemos sair luz das mãos do médium e, mesmo assim, o passe será aplicado...

A efetividade dos processos espirituais se verifica em nossa vida, não nos resíduos das velas, nas cores de um arco-íris, num beija flor que entra pela janela...

Enfim, como ouvi recentemente e acho que se aplica bem ao contexto da Umbanda: cabeça nas nuvens e pés no chão.

Leonardo Montes 

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