segunda-feira, 2 de março de 2020

DEPENDÊNCIA DOS GUIAS

Imagem do google

Embora os guias sejam bons amigos com os quais podemos contar sempre, não devemos transformar nossa relação para com eles em petitórios infinitos ou em dependência enfermiça, pois a vida compete àquele que está na matéria e, embora os guias aqui estejam para nos orientar, eles não podem tomar decisões que nos cabem.

Quando a pessoa se inicia na Umbanda, é muito comum o deslumbramento. A possibilidade de conversar com as entidades é algo que fascina, encanta. É comum, também, que as conversas se transformem em uma relação terapêutica onde se busca conselhos e orientações sobre a vida.

Com o passar do tempo, porém, o desejável é que desenvolvamos autonomia, dependendo cada vez menos das entidades, isto é, inclusive, sinal de maturidade espiritual.

Chega um ponto da nossa jornada em que já recebemos tantos conselhos que não há mais sentido em ficar perguntando as mesmas coisas para as entidades que, normalmente, darão sempre as mesmas respostas...

Conforme amadurecemos na relação com o espiritual, nossa independência deve aumentar, pois teremos condições de decidir nossos caminhos de maneira consciente e livre e não mais na dependência de um outro ego (no caso, dos guias).

Entretanto, há pessoas que nunca amadurecem.

Pessoas que conversam com as entidades hoje como conversavam dez anos atrás, sempre com as mesmas queixas, os mesmos assuntos. Assim, embora o tempo tenha passado, essas pessoas continuam mentalmente tão frágeis como quando pisaram no terreiro pela primeira vez.

Para elas, o contato com os guias transformou-se numa relação de co-dependência, onde tudo necessita, antes, da aprovação dos guias. Vai comprar um novo carro? Os guias têm que aprovar. Vai mudar de casa? Os guias têm que concordar. Resolveu sair do serviço? Os guias têm que carimbar, etc.

Mas, a vida pertence a quem? Os guias estão aqui para viver por nós ou para nos ajudar a viver melhor?

É claro que devemos ouvir as entidades, o que não devemos é perder a autonomia sobre nossa própria vida!

Afinal de contas, depois de alguns anos de contato com os guias, todos estaremos mais do que cientes sobre tudo que nos compete fazer para cumprirmos as nossas obrigações neste plano, restando apenas colocar em prática os anos de conselhos recebidos.

Leonardo Montes

Share:

0 Comments:

Postar um comentário

Os anos de internet me ensinaram a não perder tempo com opositores sistemáticos, fanáticos, oportunistas, trolls, etc. Por isso, seja educado e faça um comentário construtivo ou o mesmo será apagado.