terça-feira, 17 de março de 2020

DEIXE-O SER MÉDIUM

Imagem do google

Eventualmente, recebíamos a visita do pequeno Miguel. Contava ele com quatro anos de idade quando o vi pela primeira vez. Acolhido por todos, agitado, não parava quieto. Corria pelo terreiro inteiro, mexia em tudo.

A espiritualidade já havia alertado sua mãe sobre o espírito que habitava aquele corpinho: ele tinha uma missão mediúnica grandiosa e a família deveria apoiá-lo.

Desde cedo os dos mediúnicos do garoto foram percebidos, especialmente, a vidência e a audição espiritual. Em termos infantis, sempre falava dos amiguinhos com quem brincava, do vovô e da vovó que apareciam, daquele homem feio, etc.

A família tinha conhecimento sobre mediunidade e frequentava o terreiro esporadicamente, mas a mãe sentia muito receio em deixá-lo seguir este caminho... Temia por seu futuro, por sua felicidade, uma vez que a mediunidade exige uma vida de renúncia e sacrifícios.

Novos alertas da espiritualidade, novos temores.

Certa noite, ao fim dos trabalhos de desobsessão, manifestou-se uma senhora, muito amável, pedindo para dar um recado à mãe do garoto. Pediu-lhe, com muito carinho, que não impedisse a vida mediúnica do pequenino e que, ao contrário, o apoiasse com muito amor.

Revelou - a senhora comunicante -, que no passado havia sido esposa do espírito que, agora, se chamava Miguel. Explicou que durante algumas vidas ele havia suplicado as bençãos do trabalho espiritual, contudo, em todas elas, fracassou... Chegava à Terra cheio de esperanças, mas se perdia entre as preocupações do mundo, agravando cada vez mais o seu quadro...

Havia reencarnado, agora, em tarefa redentora, trazendo faculdades mediúnicas que o colocariam, no futuro, em grande evidência.

Ao fim do trabalho, quase em sussurro, a entidade suplica:

- Deixe-o ser médium...

Obs.: Certamente, a entidade não queria o desenvolvimento precoce da criança, mas que a mãe não o afastasse do terreiro para que, na hora certa, a mediunidade despontasse e, desta vez, ele pudesse cumprir a sua tarefa.

Leonardo Montes 

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