sábado, 21 de março de 2020

COSPLAY DE UMBANDA

Imagem do Google

Este é, seguramente, um tema polêmico e, por esta razão, deixo claro que tudo que escrevo são apenas e tão somente as minhas opiniões, nada mais do que isso.

Cosplay é uma palavra em inglês que significa “representação de personagem a caráter”, ou seja, quando alguém se veste como um personagem de filme, novela, série, etc.

Existem, inclusive, muitos encontros deste segmento no Brasil...

Na Umbanda, tradicionalmente, o uniforme de trabalho é apenas a roupa branca. Com o passar do tempo, porém, as vestimentas coloridas e elaboradas, foram se espalhando, de modo que hoje são bastante comuns.

Começou de forma simples, uma “corzinha aqui e outra ali” e hoje o que se vê, em muitos lugares, é uma caracterização que lembra tudo, menos terreiro...

O que chamo de “cosplay de Umbanda”, entretanto, é a caracterização excessiva e abusiva do que supostamente seria a aparência e/ou vestimenta da entidade no próprio médium.

Exemplo:

Um médium que trabalha com uma pombagira e que, para isso, usa vestido, passa batom, sombra nos olhos, etc.

Por estes dias vi um tipo de vídeo que há tempos não via: uma limosine chegando com uma entidade “incorporada” (e aqui realmente as aspas é um sinal de boa-vontade da minha parte...) e o que se passou em seguida foi uma espécie de baile de debutante...

É certo que esses abusos e exageros não se restringem apenas a esquerda, mas também a outras linhas, como a dos ciganos (por esses tempos conversei com uma mulher que, para receber a cigana, foi em um salão de beleza fazer o cabelo e a maquiagem) se apresentando no terreiro com maquiagem de fazer inveja em youtubers e purpurina pra todo lado (e, claro, como não podia faltar, com direito a fotos e vídeos nas redes sociais) ...

No meio de tanto luxo e fantasia, eu me pergunto: onde estarão, verdadeiramente, as entidades?

Ao invés de nos travestirmos “das entidades”, não seria mais interessante buscarmos incorporar os valores que elas trazem consigo? Por que eu desejo parecer, externamente, com o que imagino ser a aparência de uma entidade, se o que importa é o que sou, por dentro?

Enfim...

Leonardo Montes

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