quarta-feira, 25 de março de 2020

AS FASES DO DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO


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O desenvolvimento mediúnico ocorre, basicamente, em três fases: irradiação, incorporação e firmeza. Não há tempo mínimo ou máximo para que ocorra, embora, normalmente, as pessoas se desenvolvam no período de um a três anos em nossa casa, com desenvolvimentos quinzenais.

Descreverei o que aprendi nestes anos de observação, acertos e erros no processo de desenvolvimento.

IRRADIAÇÃO

É a fase inicial do processo e consiste, basicamente, no envolvimento energético da entidade para com o médium. É a fase em que a entidade se acostuma com a energia do médium e o médium com a da entidade.

Durante o desenvolvimento, é comum que o médium seja colocado para girar, a fim de que o mesmo perca o controle sobre seus pensamentos, deixando o processo fluir com naturalidade.

O médium nesta fase cambaleia, perde o equilíbrio, tem a visão embaçada, sente a energia da entidade percorrendo seu corpo, sente frio nas mãos, a pressão cai: todas essas sensações são comuns, naturais e esperadas.

Nesta fase, a entidade não está incorporada, embora esteja energeticamente ligada ao médium, portanto: não fala, não fuma, não bebe e não se locomove sozinha.

INCORPORAÇÃO

Decorridos alguns meses da irradiação, ocorre a incorporação que é, basicamente, o entrelaçamento energético dos chakras da entidade com os do médium.

A princípio, essa ligação é fraca e sutil. Com o passar do tempo, torna-se mais intensa, fortalecida, até que esteja completa.

Nesta fase, o médium já não cambaleia tanto, a entidade tem maior controle sobre o movimento corporal. É quando o caboclo emite o seu primeiro brado, o preto-velho se curva, o exu engrossa a voz, etc.

É nesta fase que a entidade começa a riscar o seu ponto (é normal que varie com o correr do tempo, já que se trata de um processo), é quando começa a firmar a vela e a pedir os seus primeiros elementos de trabalho (sendo interdita a bebida alcoólica, que é a última no processo).

É a fase em que o médium conhecerá a entidade, seu nome, sua personalidade, seu jeito de incorporar, seu ponto riscado, os elementos com os quais trabalha, etc.

Nesta fase, a entidade emite as primeiras palavras, embora não esteja apta a fazer consultas. Não se deve levar a ferro e fogo o que o médium diz neste processo, pois ele ainda está aprendendo a intermediar a entidade com segurança...

FIRMEZA

É a fase final do processo.

Nesta fase, a incorporação ocorre de forma rápida, pois tanto o médium quanto a entidade já se acostumaram com a energia um do outro.

Nesta fase o médium já sabe o nome da sua entidade, o ponto riscado já assumiu a sua característica definitiva e a incorporação é forte o suficiente para que a entidade consiga dominar totalmente o corpo do médium e consiga conversar mentalmente com ele.

Então, ela é direcionada para a firmeza, ou seja, ele fica em um canto, risca seu ponto, pede seus elementos e permanece em silêncio.

Esta é uma etapa-desafio, pois o objetivo é fazer com que o médium sustente a incorporação pelo maior tempo possível e conheça mais e melhor a entidade com a qual trabalhará em breve.

Digo que se trata de uma etapa-desafio, pois é o momento em que a ansiedade dos médiuns fica mais evidente, já que não suportando o silêncio (afinal, de modo geral, não estamos acostumados a ele), com frequência acabam chamando os cambones para conversar, contudo, isto é ansiedade do médium e não desejo da entidade.

A firmeza é o momento em que a entidade conversa com o seu médium, não com outras pessoas.

É quando o aconselha sobre pontos importantes da sua vida e da caminhada de ambos, daí a importância de o médium permanecer em silêncio, sustentando a incorporação pelo maior tempo possível (afinal, as giras podem ser bem longas).

Depois de alguns meses, então, a entidade-chefe avalia o transe do médium e o libera para o atendimento na corrente ou estende um pouco mais o período de desenvolvimento: depende da postura de cada médium!

Se a incorporação estiver firme, se o fluxo energético estiver forte, se a entidade conseguir se comunicar com facilidade através do médium, então, o seu desenvolvimento estará concluído e ele poderá fazer parte da corrente de atendimento.

Entretanto, o fim do desenvolvimento mediúnico não é o fim da jornada mediúnica da pessoa, pelo contrário, é a fase inicial. Nos próximos anos, conforme amadurecer, a sua mediunidade também amadurecerá.

Leonardo Montes



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