quinta-feira, 12 de março de 2020

ABORTADO

Imagem do google

Fomos chamados a prestar socorro a uma velha senhora vitimada por Alzheimer e que parecia sofrer uma terrível obsessão espiritual.

Um médium mais experiente se propôs a dar-lhe passes já que, semi-acamada, tremia de frio sob dois cobertores em dia extremamente quente. Seu estado era estranho: tremia de frio e parecia dormir profundamente. Entretanto, às vezes, respondia alguma pergunta ou comentário que fazíamos.

Tão logo o médium terminou os passes, fomos embora.

No caminho de volta, a filha da senhora começou a questionar o referido médium sobre o que se passava com sua mãe. Algo relutante, ele disse ter ouvido a voz de um espírito que lhe assistiu durante o passe, dizendo: perdoai todos os abortos praticados. Essa informação chocou a todos, mas nem tanto a filha que se lembrava de ter ouvido algumas histórias estranhas sobre sua mãe, muitas décadas atrás...

A partir de então, a equipe espiritual da nossa casa assistiu a velha enferma em sua aflição. Tão logo possível, as entidades nos informaram que, de fato, ela estava sendo vítima de obsessão por conta de um casal de gêmeos que havia abortado na juventude.

Espantados, soubemos que ela praticou alguns abortos e ajudou muitas outras jovens a abortarem também, por meio de chás especiais feitos com ervas que favoreciam o crime. Todos os espíritos já a haviam perdoado, exceto esses dois.

Ambos passaram a se manifestar frequentemente na reunião de desobsessão que realizávamos. Um deles demonstrava muita afeição à filha da senhora e pudemos explorar esse sentimento em favor dele mesmo, mostrando que, ao prejudicar a mãe, ele também prejudicava a filha, por quem nutria afeto. Ao cabo de alguns meses, conseguimos convencê-lo do erro em que incorria e ele terminou por não mais persegui-la.

O outro, porém, permaneceu obstinado em seu propósito de vingança.

Tudo que foi possível fazer em favor da velha enferma foi feito. Inclusive, diversas vezes conseguimos afastar esse obsessor que sempre retornava em algumas semanas.

As mudanças, contudo, eram visíveis. 

Quando o afastávamos, ela não dormia tão profundamente, o frio intenso passava, ela sorria, brincava, conseguia sair da cama. Mas, se ele se aproximasse, ficava nervosa, reclamava de tudo, sentia muito frio.

Por fim, a Espiritualidade Superior decidiu que a permanência dela no corpo e naquele estado obsessivo era o melhor para o momento. Começaria, ali mesmo, a pagar pelos erros cometidos em seu passado, a expiar a falta cometida contra aquele espírito que seria seu filho e que nutria um ódio difícil mesmo de mensurar.

Foram cerca de três anos de trabalho e assistência, passes e defumações, até que finalmente o obsessor se afastou para destino incerto que não nos fora revelado e, finalmente, a velha senhora pôde ter um pouco de sossego...

Era a lei do retorno em ação...

Leonardo Montes


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