sábado, 29 de fevereiro de 2020

CONSUMO DE ÁLCOOL E UMBANDA

Imagem do google

Já tivemos a oportunidade de estudar, neste blog, a razão pela qual os guias manipularam o álcool nos trabalhos espirituais, bem como a diferença entre o uso religioso e o uso recreativo do mesmo.

Contudo, desta vez, vamos refletir sobre o uso do álcool pelo umbandista, seja ele médium ou cambone.

A primeira coisa que precisa ficar claro é que a religião nada proíbe. Logo, não existe o pré-requisito “não beber” para fazer parte da Umbanda ou mesmo para desenvolver a mediunidade.

O que as entidades recomendam é equilíbrio e moderação no consumo da bebida alcoólica e, se possível, que seja evitado.

Ainda assim, contudo, muitos umbandistas exageram. Sejam em festas, baladas ou no churrasco de domingo, muitas pessoas consomem álcool de maneira excessiva, com diversas consequências:

1.   O álcool possui uma energia muito poderosa. Quando a pessoa bebe excessivamente, essa energia perturbará o seu sistema nervoso, causando a famosa embriaguez;

2.    O trabalhador espiritual, por natureza, precisa ser uma pessoa com a energia mais limpa possível, logo, se ele se embriaga constantemente, estará sempre com suas energias físicas e espirituais enfraquecidas e, portanto, terá sempre uma incorporação mais difícil, terminará os trabalhos excessivamente cansado (às vezes, não aguentando sequer chegar ao fim da gira), entre tantos outros problemas;

3.    O médium é alguém que, naturalmente, recebe e emite energia com maior facilidade, logo, se ele fica embriagado, sofre os impactos das energias nocivas, produzidas por ele, pelo ambiente ou pelos espíritos perturbadores ao seu redor, com muito mais intensidade que uma pessoa “não-médium”;

4.    A partir do momento em que o médium ingere álcool, seus chakras se tornam completamente desalinhados, impossibilitando qualquer incorporação de seus guias (assim, aqueles que bebem e incorporam, quando muito, estão apenas fingindo ou estão irradiados com espíritos obsessores... Porém, INCORPORAÇÃO bêbado, simplesmente, não acontece);

Enfim, poderia listar tantos outros problemas e inconvenientes decorrentes do abuso do álcool, contudo, gostaria de chamar atenção sobre o seguinte:

Parece ser cada vez mais comum a aceitação social do uso de álcool. Recentemente, estive em uma pizzaria que, por alguma razão, permitiu a entrada de um rapaz visivelmente alcoolizado.

Ele estava acompanhado por sua família e durante todo o tempo em que lá esteve, deu trabalho. Ria escandalosamente, gritava, mexia com os garçons, derrubou copos e, o mais incrível, a família parecia achar graça no ocorrido.

Haviam crianças com eles que presenciaram aquela cena que, tudo indica, não deve ser rara. Fiquei pensando: que belo exemplo para essas crianças!

Recentemente, ouvi uma garota de 13 anos dizer:

- Nesse carnaval, quero beber até cair!

A maioria das pessoas que conheço faz uso de álcool e não veem nenhum problema nisso. Não frequentam botecos, não caem pelas ruas, mas bebem muito em casa...

Sei que o texto está ficando longo, mas quero relatar uma experiência que me marcou.

Durante o estágio de psicologia, atendi um senhor com uma história de vida que daria um belo livro e que vou resumir.

Ele começou a trabalhar muito jovem numa grande empreiteira, como auxiliar de pedreiro. Naquele tempo, era costume entre os operários, no campo, tomar uma dose de cachaça para “abrir o apetite”. Ele nunca havia bebido e de tanto insistirem, acabou experimentando.

Assim, por anos, antes do almoço, ele passou a tomar uma pequena dose de cachaça.

Fez amizade com um topógrafo que lhe ensinou o ofício, ganhando logo em seguida uma promoção. Tornou-se topógrafo profissional, com muito prestígio na empresa onde trabalhava.

Com o passar do tempo, uma dose já não bastava, necessitando tomar um pouco mais. Percebeu que se não tomasse todo dia pelo menos um copo de cachaça, não conseguia coordenar os movimentos finos das mãos para fazer os mapas da empresa.

Assim, todo dia, ele tomava um copo de cachaça. Nem mais, nem menos, durante 20 anos.
Não bebia em festa, não consumia cerveja, não bebia em nenhuma outra situação...

Quando ficava muito tempo sem ingerir álcool, começava a tremer e, com isso, receava perder o emprego. Passou a levar a bebida escondida numa garrafa de café e sempre que podia, bebia.

Um dia acabou sendo descoberto e foi demitido por justa causa.

Ele possuía um ótimo salário, filhos na universidade, um casamento duradouro e feliz, entretanto, tudo começou a desmoronar... Ele não conseguiu um emprego à altura do que desejava e acabou gastando todas as economias. Tendo mais tempo em casa, passou a beber o dia todo.

A esposa resistiu por um tempo e depois acabou terminando o relacionamento.

Ele foi para a rua. Na rua, se envolveu com uma mulher e acabou contraindo HIV. Quando soube do resultado, desiludiu-se ainda mais da vida e virou andarilho. Foi quando o conheci, albergado numa instituição para portadores do vírus HIV aqui na cidade.

Atesto que esta história é real e deixou bastante claro para mim os perigos de uma pequena dose de álcool...

Segundo o site Organização Pan-Americana de Saúde, essas são as principais informações que as pessoas devem saber sobre uso de álcool:

·         Em todo o mundo, 3 milhões de mortes por ano resultam do uso nocivo do álcool, representando 5,3% de todas as mortes.

·         O uso nocivo de álcool é um fator causal para mais de 200 doenças e lesões.

·         Em geral, 5,1% da carga mundial de doenças e lesões são atribuídas ao consumo de álcool, conforme calculado em termos de Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade (DALY, sigla em inglês).

·         O consumo de álcool causa morte e incapacidade relativamente cedo na vida. Na faixa etária de 20 a 39 anos, aproximadamente 13,5% do total de mortes são atribuíveis ao álcool.

·         Existe uma relação causal entre o uso nocivo do álcool e uma série de transtornos mentais e comportamentais, além de doenças não transmissíveis e lesões.

·         Foram estabelecidas recentemente relações causais entre o consumo nocivo do álcool e a incidência de doenças infecciosas, tais como tuberculose e HIV/aids.

·         Além das consequências para a saúde, o uso nocivo do álcool provoca perdas sociais e econômicas significativas para os indivíduos e para a sociedade em geral.

Será que está na hora de pararmos de achar normal alguém beber excessivamente?

Por fim, cabe dizer que nunca conversei com uma entidade que incentivasse o uso do álcool, tendo testemunhado, inclusive, dezenas de tratamentos espirituais com o objetivo de amenizar os seus efeitos já que, do ponto de vista espiritual, as doenças decorrentes do consumo excessivo de álcool que podem levar à morte são consideradas formas de suicídio indireto.

Leonardo Montes

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