sábado, 29 de fevereiro de 2020

CONSUMO DE ÁLCOOL E UMBANDA

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Já tivemos a oportunidade de estudar, neste blog, a razão pela qual os guias manipularam o álcool nos trabalhos espirituais, bem como a diferença entre o uso religioso e o uso recreativo do mesmo.

Contudo, desta vez, vamos refletir sobre o uso do álcool pelo umbandista, seja ele médium ou cambone.

A primeira coisa que precisa ficar claro é que a religião nada proíbe. Logo, não existe o pré-requisito “não beber” para fazer parte da Umbanda ou mesmo para desenvolver a mediunidade.

O que as entidades recomendam é equilíbrio e moderação no consumo da bebida alcoólica e, se possível, que seja evitado.

Ainda assim, contudo, muitos umbandistas exageram. Sejam em festas, baladas ou no churrasco de domingo, muitas pessoas consomem álcool de maneira excessiva, com diversas consequências:

1.   O álcool possui uma energia muito poderosa. Quando a pessoa bebe excessivamente, essa energia perturbará o seu sistema nervoso, causando a famosa embriaguez;

2.    O trabalhador espiritual, por natureza, precisa ser uma pessoa com a energia mais limpa possível, logo, se ele se embriaga constantemente, estará sempre com suas energias físicas e espirituais enfraquecidas e, portanto, terá sempre uma incorporação mais difícil, terminará os trabalhos excessivamente cansado (às vezes, não aguentando sequer chegar ao fim da gira), entre tantos outros problemas;

3.    O médium é alguém que, naturalmente, recebe e emite energia com maior facilidade, logo, se ele fica embriagado, sofre os impactos das energias nocivas, produzidas por ele, pelo ambiente ou pelos espíritos perturbadores ao seu redor, com muito mais intensidade que uma pessoa “não-médium”;

4.    A partir do momento em que o médium ingere álcool, seus chakras se tornam completamente desalinhados, impossibilitando qualquer incorporação de seus guias (assim, aqueles que bebem e incorporam, quando muito, estão apenas fingindo ou estão irradiados com espíritos obsessores... Porém, INCORPORAÇÃO bêbado, simplesmente, não acontece);

Enfim, poderia listar tantos outros problemas e inconvenientes decorrentes do abuso do álcool, contudo, gostaria de chamar atenção sobre o seguinte:

Parece ser cada vez mais comum a aceitação social do uso de álcool. Recentemente, estive em uma pizzaria que, por alguma razão, permitiu a entrada de um rapaz visivelmente alcoolizado.

Ele estava acompanhado por sua família e durante todo o tempo em que lá esteve, deu trabalho. Ria escandalosamente, gritava, mexia com os garçons, derrubou copos e, o mais incrível, a família parecia achar graça no ocorrido.

Haviam crianças com eles que presenciaram aquela cena que, tudo indica, não deve ser rara. Fiquei pensando: que belo exemplo para essas crianças!

Recentemente, ouvi uma garota de 13 anos dizer:

- Nesse carnaval, quero beber até cair!

A maioria das pessoas que conheço faz uso de álcool e não veem nenhum problema nisso. Não frequentam botecos, não caem pelas ruas, mas bebem muito em casa...

Sei que o texto está ficando longo, mas quero relatar uma experiência que me marcou.

Durante o estágio de psicologia, atendi um senhor com uma história de vida que daria um belo livro e que vou resumir.

Ele começou a trabalhar muito jovem numa grande empreiteira, como auxiliar de pedreiro. Naquele tempo, era costume entre os operários, no campo, tomar uma dose de cachaça para “abrir o apetite”. Ele nunca havia bebido e de tanto insistirem, acabou experimentando.

Assim, por anos, antes do almoço, ele passou a tomar uma pequena dose de cachaça.

Fez amizade com um topógrafo que lhe ensinou o ofício, ganhando logo em seguida uma promoção. Tornou-se topógrafo profissional, com muito prestígio na empresa onde trabalhava.

Com o passar do tempo, uma dose já não bastava, necessitando tomar um pouco mais. Percebeu que se não tomasse todo dia pelo menos um copo de cachaça, não conseguia coordenar os movimentos finos das mãos para fazer os mapas da empresa.

Assim, todo dia, ele tomava um copo de cachaça. Nem mais, nem menos, durante 20 anos.
Não bebia em festa, não consumia cerveja, não bebia em nenhuma outra situação...

Quando ficava muito tempo sem ingerir álcool, começava a tremer e, com isso, receava perder o emprego. Passou a levar a bebida escondida numa garrafa de café e sempre que podia, bebia.

Um dia acabou sendo descoberto e foi demitido por justa causa.

Ele possuía um ótimo salário, filhos na universidade, um casamento duradouro e feliz, entretanto, tudo começou a desmoronar... Ele não conseguiu um emprego à altura do que desejava e acabou gastando todas as economias. Tendo mais tempo em casa, passou a beber o dia todo.

A esposa resistiu por um tempo e depois acabou terminando o relacionamento.

Ele foi para a rua. Na rua, se envolveu com uma mulher e acabou contraindo HIV. Quando soube do resultado, desiludiu-se ainda mais da vida e virou andarilho. Foi quando o conheci, albergado numa instituição para portadores do vírus HIV aqui na cidade.

Atesto que esta história é real e deixou bastante claro para mim os perigos de uma pequena dose de álcool...

Segundo o site Organização Pan-Americana de Saúde, essas são as principais informações que as pessoas devem saber sobre uso de álcool:

·         Em todo o mundo, 3 milhões de mortes por ano resultam do uso nocivo do álcool, representando 5,3% de todas as mortes.

·         O uso nocivo de álcool é um fator causal para mais de 200 doenças e lesões.

·         Em geral, 5,1% da carga mundial de doenças e lesões são atribuídas ao consumo de álcool, conforme calculado em termos de Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade (DALY, sigla em inglês).

·         O consumo de álcool causa morte e incapacidade relativamente cedo na vida. Na faixa etária de 20 a 39 anos, aproximadamente 13,5% do total de mortes são atribuíveis ao álcool.

·         Existe uma relação causal entre o uso nocivo do álcool e uma série de transtornos mentais e comportamentais, além de doenças não transmissíveis e lesões.

·         Foram estabelecidas recentemente relações causais entre o consumo nocivo do álcool e a incidência de doenças infecciosas, tais como tuberculose e HIV/aids.

·         Além das consequências para a saúde, o uso nocivo do álcool provoca perdas sociais e econômicas significativas para os indivíduos e para a sociedade em geral.

Será que está na hora de pararmos de achar normal alguém beber excessivamente?

Por fim, cabe dizer que nunca conversei com uma entidade que incentivasse o uso do álcool, tendo testemunhado, inclusive, dezenas de tratamentos espirituais com o objetivo de amenizar os seus efeitos já que, do ponto de vista espiritual, as doenças decorrentes do consumo excessivo de álcool que podem levar à morte são consideradas formas de suicídio indireto.

Leonardo Montes

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

TRATAMENTO ESPIRITUAL À DISTÂNCIA

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Escrevo este texto pensando, especialmente, nas pessoas que não têm acesso a um bom terreiro e, por isso, peço que leiam com atenção o que tenho a dizer: as entidades são capazes de auxiliar à distância, desde que o consulente tenha fé (fé verdadeira, não da boca para fora).

Por esta razão, não é preciso se sujeitar a indivíduos manipuladores que transformam o terreiro que deveria ser uma casa de caridade em comércio...

Ainda há pouco, conversei com uma senhora que dirigiu mais de três horas de carro para visitar um terreiro que lhe fora recomendado e, em lá chegando, soube que era preciso pagar R$ 150,00 para o “caboclo baixar”, pois o dinheiro era para pagar o chão...

Gente pobre, humilde, sofrida, precisa pagar para o caboclo baixar?

Algum tempo atrás, uma senhora veio em nossa casa, tomou passe com a entidade e quando esta perguntou se desejava algo, a humilde senhora respondeu: uma cesta básica!

Como alguém, em sã consciência, tem coragem de cobrar algo na Umbanda, tendo em vista que a maioria da população é pobre e busca nos terreiros os recursos para o corpo e para a alma que não encontram em outro lugar?

Certamente, os que procedem assim, transformando o intercâmbio com as entidades em comércio muito se arrependerão no mundo espiritual...

Estando claro o exposto acima, vamos a conclusão do texto:

Se você tiver fé, ore a Deus pedindo o amparo espiritual que deseja. Contudo, saiba que cada um de nós vive a experiência necessária ao seu progresso espiritual e que as entidades nem sempre podem resolver tudo...

Quando for dormir, coloque um copo com água limpa perto da sua cama e ore com fé, com toda a força do seu coração, da sua alma, pedindo a Deus para que os bons espíritos possam vir lhe amparar e lhe ajudar de acordo com o seu merecimento.

Fazendo isso persistentemente, todas as noites, enquanto durar o mal que lhe aflige, eu lhe garanto: a espiritualidade auxiliará não importando a distância!

Deus não desempara a nenhum de seus filhos e o fato de não ter um bom terreiro em sua cidade não lhe impedirá de receber a ajuda que precisa, desde que sua fé seja o farol necessário a fim de que as entidades te encontrem.

Leonardo Montes

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

domingo, 23 de fevereiro de 2020

CARNAVAL E A UMBANDA

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O carnaval é uma festa bastante antiga cujas origens, possivelmente, remontam à antiguidade. Contudo, neste texto, não aprofundarei a sua história. Focarei sobre o que se realiza no Brasil: a festa.

Há algum problema em o umbandista “pular o carnaval”, isto é, divertir-se? A resposta é: não!

Contudo, é preciso alguns cuidados.

Primeiro de tudo é preciso lembrar que a Umbanda é uma religião que nada proíbe, mas convida a moderação de tudo. Toda pessoa que, verdadeiramente, quiser se tornar um bom instrumento da espiritualidade precisa ter controle sobre suas próprias vontades, a fim de não se perder no mar de exageros que o carnaval oferece.

Ao lado de pessoas que se divertem de forma responsável, existe todo um oceano de pessoas que extravasam suas alegrias e frustrações em excessos de toda ordem e, com isso, geram e atraem vibrações pesadíssimas para si mesmas.

Assim, a recomendação para os que desejam se divertir é a de que não se esqueçam dos compromissos espirituais assumidos, pois os deslizes de algumas horas podem trazer prejuízos que serão sentidos por semanas...

Em suma: divirta-se, mas com moderação. Se o local em que você estiver começar a ficar pesado, com pessoas exagerando, seja no que for, o melhor é se afastar e procurar um outro local.

Não é preciso se afastar da alegria, mas evitar ambientes e pessoas excessivamente carregadas...

Voltando para casa, se sentir que ficou com algum carrego, basta firmar nas orações, fazer um bom banho de descarrego e dormir para recuperar as forças.

Aos que trabalharão no carnaval e que talvez não consigam se afastar de ambientes ou pessoas conturbadas, vale a pena sempre redobrar os cuidados com a oração antes de sair de casa, pedir para uma entidade de confiança cruzar uma guia de proteção e usá-la no trabalho ou no bolso, caso não seja possível utilizá-la no pescoço e, ao chegar em casa, se sentir o corpo pesado, cansaço excessivo, faça um banho de descarrego e fortalecimento, durma o máximo possível e no outro dia estará bem novamente.

Nota: O médium que se entrega aos excessos (bebidas, drogas, promiscuidade, etc.) e imagina que estará amparado por seus guias, sofrerá uma terrível decepção. As entidades não se coadunam com bagunça e com a loucura generalizada, não aprovam comportamentos destrutivos e levianos. Assim, os que perdem o controle sobre si mesmos em festas como o carnaval, não raro, acabam como joguetes nas mãos de obsessores.

E daí vem o sofrimento...

Leonardo Montes

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

QUARESMA: QUANDO ABREM OS PORTÕES DO UMBRAL (TEXTO ORIGINAL)

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Ao contrário do que muitos pensam, a quaresma não é uma data importante apenas para a Igreja Católica. Outras comunidades Cristãs, como: Calvinistas, Luteranas, Anglicanas, Ortodoxas, também a adotam, conforme seus preceitos.

Curiosamente, não se trata apenas de um período de purgação espiritual simbolizado nos 40 dias em que Jesus passou no desertou ou Moisés no monte Sinai. Trata-se de um período com fortes implicações espirituais, cuja tradição remonta, pelo menos, 1600 anos.

Asseguram-nos os espíritos que, neste período, há uma profunda agitação na atmosfera Umbralina, o que faz com que muitos espíritos consigam vir à superfície da Terra com muita facilidade.

Embora existam espíritos responsáveis por vigiar os “canais de saída”, nesse período, a agitação é tão grande que, mesmo eles, não conseguem impedir a passagem dessas entidades. É quando uma imensa quantidade de espíritos sofredores e perturbadores ganham livre acesso ao mundo dos homens.

O que se passa, então, é um verdadeiro caos: cada um segue por conta do seu interesse. Alguns, viciados, correrão para saciarem-se; outros, perturbados, buscarão seus familiares; alguns, vingativos, o que tanto anseiam e por aí vai.

Com tantas entidades perturbadoras perambulando livremente, a chance de cairmos em sentimentos nocivos que nos farão mal é muito grande. Desavenças são acirradas. Vinganças são alimentadas. Ódios são cultivados. É preciso ter muita firmeza de cabeça.

Nesse período, mais do que qualquer outro do ano, temos que ter cuidado redobrado com nossos pensamentos e sentimentos, pois com imensa facilidade, poderemos ser alvo das investidas inferiores. Orai e Vigiai, em dobro… Em triplo!

É provável, contudo, que a maior parte das pessoas não perceba todo esse perigo. Entretanto, os médiuns percebem, com facilidade.

As próximas três quaresmas, até o ano de 2019, serão intensamente mais fortes que as anteriores. São os momentos finais, agônicos, de uma sociedade, encarnada e desencarnada, prestes a se renovar ou se atrasar, conforme as escolhas feitas.

***

Muitas casas de Umbanda fecham as portas, com receio das perturbações que essas entidades causam. Entretanto, a recomendação é justamente inversa. Este é um período de intenso trabalho, de redobrada caridade e auxílio aos encarnados e desencarnados. Nenhuma casa deve fechar as portas.

Vamos todos concentrar nossos esforços no bem, na caridade, no amor ao próximo. Refugiarmos na oração e na vigília constante de nossos pensamentos e atos e nada teremos a temer.

Obs.: Este texto foi escrito por mim no início de 2016 e publicado originalmente no meu antigo blog de espiritualidade: Estudo Espiritualista, conforme orientação das entidades que me instruíram. Desde então, ele tem sido reescrito com as mais diversas autorias (eu me pergunto qual a integridade de um dirigente que copia um texto de alguém e assina embaixo) e, o mais grave, foi modificado diversas vezes, de modo que hoje há muitas versões alteradas circulando pela internet, cujo original, é este.

Nota: Antigamente, a maioria dos terreiros de Umbanda fechavam na quaresma, retornando na sexta-feira santa, com o fechamento de corpo. Alguns, continuavam com os atendimentos, porém, com alguma alteração nas linhas de trabalho e, outros terreiros, simplesmente ignoravam a quaresma. Sempre foi assim. Contudo, atualmente, cresce o número de umbandistas que dizem ser a quaresma "coisa de católico", afastando, assim, este conceito que SEMPRE esteve presente na religião. Não existe obrigatoriedade dos terreiros seguirem ou respeitarem a quaresma, mas é simplesmente incoerente dizer que este assunto não tem mais importância para a Umbanda, porque sempre teve.

Leonardo Montes


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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

DESEJO DE MORTE (CASO REAL)

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O desejo de escapar da vida pelas portas do suicídio é muito triste e parece ser cada vez mais comum.

José contava com 65 anos de idade quando começou a alimentar, em seu íntimo, um desejo tenebroso: o suicídio.

Tivera uma vida tão comum quanto qualquer outra.

Trabalhara, casara, tivera filhos, ficara viúvo, sentia-se sozinho. Após os 60 de idade, uma série de doenças apareceram: a diabetes se agravou, a pressão descontrolou-se, problemas urinários, dificuldade para andar, para enxergar, etc.

Em pouco tempo, sentiu o peso da idade sobre o corpo que já não mais respondia tão bem quanto antes. Para completar, uma severa pneumonia o deixara internado por quase duas semanas e mais duas em casa, em repouso absoluto.

Quando visitado por amigos e familiares, o que era mais ou menos raro, dizia estar cansado e que desejava a morte. Dizia mais: iria se matar! Pois havia escondido no telhado de casa uma espingarda e faria uso dela para aliviar a dor que a vida lhe impusera.

Os familiares não levaram a sério as ameaças, até mesmo em razão das dificuldades para se locomover impossibilitando-o de subir ao telhado. Além do mais, em tantos anos de convivência, nunca ninguém soube da tal espingarda.

Acharam que era simples drama de um velho doente e solitário que não sabia fazer mais do que reclamar.

Estavam errados!

Os pensamentos de José nos dias decisivos se fixaram no desejo da morte. Isso atraiu um bando de arruaceiros desencarnados que queriam apenas ver o “circo pegar fogo”.

Em pouco tempo, a casa do velhinho, antes vazia, estava cheia. Em torno de seis entidades o assessoravam o tempo todo, alimentando nele o desejo do suicídio continuamente.

Com tanto estímulo mental e fluídico, José foi recobrando as forças aos poucos. Ensaiou alguns passos, tentou pegar uma escada, sem sucesso.

Redobrado esforço das entidades.

Após algumas semanas, numa terça-feira de verão, conseguiu se levantar da cama, indo até o quintal. Pegou uma escada, subiu no telhado e retirou uma velha garrucha que estava escondida próxima a caixa d’água.

Desceu, entrou em casa, trancou todas as portas e janelas, ligou o aparelho de som no último volume, sentou-se numa cadeira em frente a um espelho, mirou cuidadosamente no coração e disparou.

Dois dias depois os familiares encontraram seu corpo.

*

Três meses depois, numa reunião de desobsessão, manifestou-se José, causando imensa angústia na médium que o recebia.

Apresentava-se desesperado, gritando, enlouquecido... Pedia perdão!

Soubemos, posteriormente, pela espiritualidade, que ele viveria apenas mais três meses na Terra. O alívio das suas dores e angústias chegaria em breve pelo desencarne natural que foi, no entanto, antecipado de forma imprudente pelo suicídio.

Leonardo Montes

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

GUIAS DE MIÇANGAS?

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As guias de miçangas (plástico) podem ser cruzadas por uma entidade? Esse cruzamento terá valor? Elas servem mesmo?

Resposta: Sim, servem!

De vez em quando alguém me procura com alguma das dúvidas acima, afirmando ter ouvido de um ou de outro que as guias de plástico não servem para nada, já que plástico não é um bom condutor de energia...

Mas, será?

Plástico não é um bom condutor elétrico, isto é, não é um bom material para se fazer fios elétricos como os que existem em sua casa. Agora, o que isso tem a ver com energia espiritual?

Você não vai enfiar a guia na tomada, vai?

A confusão surge por que muitos associam a baixa condutividade do plástico (capacidade de levar elétrons por um caminho) à ação espiritual que os guias produzem quando magnetizam (cruzam) determinados objetos.

Qualquer coisa pode ser cruzada por uma entidade: plástico, metal, pedra, porcelana, etc.

Então, sim, você pode usar uma guia de miçangas! 

Sim, ela pode ser cruzada por uma entidade e terá tanto valor quanto qualquer outra guia, de qualquer outro material.

Aliás, aos meus olhos, nada revela mais a simplicidade da Umbanda do que as guias de miçangas... Nada contra guias de metal, porcelana, cristal, etc... Mas, eu prefiro a simplicidade, por isso, prefiro as miçangas!

Leonardo Montes

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

O MILHO

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Eu não como milho, pois não gosto do sabor. Quando compro cachorro quente, peço para que não pôr milho. Quando vou à um restaurante, não coloco milho em meu prato.

Não tenho nenhuma razão lógica para não gostar de milho, simplesmente, não gosto.

Contudo, eu não odeio milho.

Eu não falo mal de quem come milho. Não faço careta quando vejo alguém comendo milho. Não acho que quem coma milho seja inferior a mim.

Entretanto, nem sempre foi assim.

Houve um tempo em que detestava milho e tudo fazia para mostrar às pessoas o quão absurdo era comê-lo. Dedicava muito tempo aos debates virtuais, tentando provar por A + B o motivo pelo qual milho era ruim ao consumo.

Ria, debochava das pessoas, achava-me superior, mais inteligente, por não comer milho.

Procurava em cada frase do “debatedor” alguma falácia, redundância ou incoerência para poder esfregar na cara do oponente minha superioridade como não-comedor de milho.

O tempo, contudo, senhor soberano e inimigo mortal das vaidades humanas, fez o seu papel.

Os “debatedores” foram tomando outro rumo, as discussões acaloradas ficaram no passado e gradativamente percebi que combater o milho já não tinha tanta graça, não empolgava como antes... Assim, resolvi me aposentar deste jogo.

Olhando para trás, percebo que não se tratava da verdade, se tratava da vaidade, orgulho, arrogância e prepotência. O problema não era o milho, seu gosto, textura ou cor: o problema era minha postura frente ao milho!

Então veio a espiritualidade me ensinando que não tinha importância eu não gostar de milho. Que tinha direito, inclusive, de não gostar do mesmo. Que poderia passar a minha vida inteira sem vontade de comê-lo e que isso não seria nenhum problema.

Contudo, deveria tomar alguns cuidados.

Cuidado para não entrar em ondas mentais destrutivas pelo simples fato de não comer milho. Que evitasse contenda com meus semelhantes, especialmente, os comedores compulsivos de milho...

Explicaram-me que cada um está em seu momento evolutivo e se Deus permite às pessoas comerem milho, é que o milho tem sua razão de ser e isso era motivo de sobra para respeitá-lo.

Aprendi a vê-lo tão sagrado quanto meu desejo de não o comer, respeitando, portanto, o livre-arbítrio e as preferências de cada um, buscando, cada dia, viver mais em paz comigo mesmo.

Ainda não aprendi a amá-lo, nem aos seus consumidores, mas tenho fé que um dia conseguirei. Até lá, porém, procuro me policiar, buscando não esquecer que no mundo já existe intolerância demais e que não vale a pena brigar por milho.

E assim, descobri uma forma de ser feliz.

Leonardo Montes
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sábado, 8 de fevereiro de 2020

MÉDIUM PIPOCA

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A expressão “médium pipoca” é uma alusão ao comportamento de alguns médiuns que são incapazes de se fixarem em um terreiro, comportando-se como pipocas numa panela: estouram e pulam pra todo lado...

São pessoas que passam um ano numa casa, dois anos em outra, seis meses na próxima e assim, sucessivamente, vão trocando de terreiros como alguém que troca de roupa.

É claro que todos temos liberdade para escolhermos o terreiro que queremos atuar e bem pode acontecer de mudarmos de opinião e, portanto, de casa. Isso é relativamente comum, inclusive.

Contudo, o que caracteriza o médium pipoca é que nunca para em casa alguma, pois nenhuma serve para ele. Quando conta sua história, sempre fala mal dos terreiros por onde passou, de modo que todos desconfiam que seja ele o problema, afinal, a pessoa pode dar “azar” com um ou outro terreiro, mas quando passa por dez casas e todas “são ruins”, é provável que o problema seja a própria pessoa...

Se pudéssemos ouvir seus ex-irmãos de corrente, o que diriam sobre este médium? Será que ele é mesmo tão inocente quanto afirma? Será que realmente foi desvalorizado como conta? Será que sua antiga casa realmente é tão ruim quanto ele fala?

Reflitamos...

Leonardo Montes

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

DA CRÍTICA À OFENSA

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Embora a Umbanda receba pedradas de todos os lados, muitos companheiros derretem-se por uma “autofobia” das mais estranhas. Confundem crítica com ofensa e não podem ver um evangélico externando sua opinião contrária a religião que já disparam frases como: você é intolerante! Seu preconceituoso! Isso quando não partem para desfile de palavrões...

Se alguém diz não concordar com algo que se pratica na Umbanda, esses companheiros logo se inflamam exigindo respeito, pedido de desculpas, como se fosse, simplesmente, proibido criticar.

Mas, é proibido criticar?

A crítica é um exame minucioso de algo. Criticar, portanto, não é apenas uma atitude racional, mas esperada em pessoas emocionalmente maduras e sensatas. Aliás, se entre as fileiras umbandistas houvessem mais críticos, provavelmente, muitos absurdos seriam parte do passado...

A ofensa, por outro lado, é um desrespeito, é atingir a honra de outra pessoa ou causar-lhe algum dano. Trata-se, portanto, de algo bem diferente.

Uma coisa é um evangélico, por exemplo, dizer:

- Não concordo com a incorporação dos mortos que se pratica no terreiro por causa deste ou daquele versículo na Bíblia.

Isto é uma ofensa? Não! É uma crítica! E obviamente ele tem todo o direito do mundo em fazê-la já que professa outra crença...

Bem diferente seria se dissesse:

- Você, macumbeiro safado, que fica recebendo esses demônios no terreiro, você vai arder no inferno por toda a eternidade...

Compreendem a diferença? 

Ninguém é obrigado a concordar com a nossa fé e, sem dúvida, o Movimento Umbandista (isto é, aquilo que se faz nos mais variados terreiros por aí) têm muitas práticas que merecem, sim, críticas bastante pontuais... Saibamos, contudo, diferenciar quando alguém faz uma crítica e quando se pratica uma ofensa, esta última, sim, sempre censurável.

Quanto à primeira, é apenas exercício intelectual e só faz bem, exceto, aos que possuem a fé edificada sobre um monte de areia.

Leonardo Montes

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