domingo, 17 de novembro de 2019

COMPORTAMENTO NO TERREIRO: BOA-VONTADE

Imagem do google

Um trabalho espiritual deveria ser um ato de amor. Digo “deveria” por que falo em tese. Na prática, nem sempre é assim.

É ilusão achar que todas as pessoas convidadas ao desenvolvimento mediúnico ou a fazerem parte de um trabalho espiritual aceitam de bom grado este convite.

A bem da verdade, para muitos, será um fardo, especialmente se derem mais importância a matéria do que ao espírito...

Eu me recordo de algumas pessoas que se desenvolviam comigo e que perguntavam ao fim de toda gira: será que hoje vai ter desenvolvimento? Elas sabiam que teria, era o combinado, mas mesmo assim perguntavam, na esperança de que alguém lhes dissesse que não e assim pudessem ir para casa sem culpa...

Chegavam no terreiro em cima da hora, falando alto, fazendo algazarra. Olhavam o relógio de cinco em cinco minutos e se algo fosse marcado fora do dia da gira, não apareciam nem com reza brava...

Em suma: estavam na Umbanda, mas a Umbanda não estava nelas.

É precisamente este tipo de comportamento que se deve evitar no terreiro, procurando vencer as próprias limitações, dispondo-se ao serviço sem queixumes e corpo mole.

É uma dádiva poder participar de uma casa, por esta razão, todos nós temos que nos entregar às tarefas com espírito de contentamento pela oportunidade de servir e não como quem entra no terreiro com uma arma imaginária apontada na cabeça, como se alguém dissesse: ou entra ou morre...

Ninguém nos obriga a isso, nós que escolhemos este caminho!

Por esta razão, especialmente aos novatos, aconselho: fazer a sua parte é obrigação, não é mérito. Este começa a existir quando você, por livre-vontade, faz mais do que lhe cabe, oferecendo-se para ajudar no que puder, dispondo-se a servir pelo simples prazer de fazer o bem, de varrer o chão, de trocar o galão d’agua, de auxiliar alguém que está doente, etc.

Se não for para ser assim, melhor procurar outra religião!

“Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.” — LUCAS 2:14.

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