terça-feira, 6 de agosto de 2019

CONVERSE MENTALMENTE COM SEUS GUIAS

Imagem do google

É muito comum que o médium em desenvolvimento se apegue a uma ou outra entidade, geralmente, manifestante através de um médium mais experiente que, quase sempre, é o responsável por acolher e direcionar o recém-chegado.

É igualmente comum que o iniciante desenvolvendo tal afinidade procure sempre se consultar com as mesmas entidades por quem nutre afeto, afinal, foram elas que o receberam e direcionaram em sua caminhada.

Não há nada de errado nisso e todos devem se sentir sempre absolutamente à vontade para fazê-lo.

Contudo, mesmo após o desenvolvimento mediúnico, quando o médium se encontra apto para atender os consulentes, é comum que ainda assim busque as mesmas entidades para se consultar no que se refere as suas próprias questões íntimas e, novamente, não há nada de errado nisso!

Contudo, ofereço uma nova proposta: converse mentalmente com seus guias, receba as orientações que necessita através de você mesmo.

Sim, isto é possível!

Reflita comigo: se o médium consegue dar passividade para que um guia oriente um completo desconhecido, por que não poderia receber orientações para si mesmo?

A menor distância entre a mente do guia e a mente do médium é sempre durante o transe mediúnico, quando estarão entrelaçadas fluidicamente. Se o médium consegue passividade para receber o pensamento da entidade e transmiti-lo a outro, igualmente consegue recebê-lo no que se refere a si mesmo!

É certo, contudo, que este processo não se estabelece de uma hora para outra, mas pode ser construído com o tempo. O fenômeno mediúnico, essencialmente, é o “calar-se” para que “outro fale”, isto é, um processo que exige acentuada educação mental, coisa que, normalmente, sentimos muita dificuldade em realizar, uma vez que passamos boa parte de nossas vidas sem nos preocuparmos com isso.

A bem da verdade, a maioria das pessoas age como se seus pensamentos fosse uma entidade viva, habitando sua cabeça contra sua vontade e, quase sempre, agindo contra seus interesses... Contudo, isto não poderia ser mais falso: os pensamentos são produtos da nossa própria mente que, indisciplinada, acostumou-se a produzi-los de maneira acentuada e acelerada, desordenadamente, apenas isso!

O próprio desenvolvimento mediúnico imporá ao médium a necessidade de disciplina mental.

Assim, posso assegurar que, se o médium conseguir relativo domínio sobre os próprios pensamentos (não é necessário controle absoluto), ele terá condições de receber com muita clareza as indicações que seus guias terão para sua própria vida, sem necessitar do concurso de outra entidade através de outro médium para isso.

E digo mais: não apenas conseguirá “ouvir” e “distinguir” com clareza a “voz” da entidade e seus conselhos mentalmente, como conseguirá também falar, dialogar, conversar com os seus próprios guias durante o transe!

Percebi essa possibilidade bem cedo em minha caminhada mediúnica, porém, igualmente tive inúmeras dificuldades, especialmente, pelo pensamento acelerado. Gradativamente, contudo, fui aprendendo a “me calar” e a “ouvir” a entidade durante o transe.

Isso acontecia, especialmente, quando se encerrava alguma consulta e a entidade queria acentuar, para mim, aspectos da questão tratada, muitas vezes, fazendo paralelos com aspectos da minha própria vida, como uma orientação aproveitando a situação.

Atualmente, porém, consigo ouvir os meus guias com relativa facilidade, não apenas nos intervalos entre as consultas, mas até mesmo durante as consultas. Por vezes, percebo a entidade conversando com o consulente e, ao mesmo tempo, comigo. Num relance, percebo três vias de conversas que se entrelaçam ao mesmo tempo: Da entidade para com o consulente, da entidade para comigo, e entre mim e ela.

É certo, contudo, que normalmente, durante as consultas, procuro sempre permanecer mentalmente em silêncio e a entidade igualmente foca no atendimento a ser feito, assim, é preciso dizer que, embora possa ocorrer, essas conversas simultâneas não são frequentes, até por que, quase sempre, não são necessárias: tanto eu posso esperar o momento certo para perguntar, quanto ela o de aconselhar.

Esta possibilidade (a de conversar mentalmente com os guias) não é algo extraordinário ou que exija grande esforço do médium: todos têm as mesmas aptidões para isso, variando apenas o quanto cada um consegue ter controle sobre si mesmo. Contudo, não vou, propriamente, ensinar um método para isso, pois cada pessoa encontrará seus próprios caminhos, embora sugira a meditação (nem que seja a de um minuto), como uma boa via por onde começar.

Entretanto, eu recomendo essa medida apenas para médiuns já desenvolvidos, pois durante o desenvolvimento o médium passará por “stress” suficiente ao se esforçar em ouvir os “comandos” dos guias, não sendo o momento mais adequado para exigir este acentuado controle mental.

Aos médiuns já desenvolvidos e que recebem seus guias para consultas, digo: se eu consigo isso, você também consegue, pois sou um médium comum como você, não tenho mediunidade excepcional, não sou inconsciente e, há mais de ano, não me consulto com outras entidades que não sejam meus próprios guias!

Leonardo Montes
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2 comentários:

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