domingo, 7 de julho de 2019

ESPÍRITOS DE LUZ?

Imagem do google

A expressão “espírito de luz” faz referência a uma entidade cuja evolução é tão grande que se apresenta sempre iluminada, como se todo seu corpo espiritual se transformasse numa lâmpada.

Essa lâmpada é o amor. Portanto, quanto mais o espírito avança na senda do progresso, mais consegue amar e, por isso, maiores são suas vibrações de amor por toda a humanidade, a ponto de sua frequência vibratória se tornar tão intensa que se irradia em forma de luz.

Os espíritos que estão iniciando este aprendizado conseguem se iluminar apenas eventualmente, quando em momentos de oração ou de forte comoção, quando elevam seus pensamentos e suas vibrações a um alto padrão, fazendo com que seus corações ou suas mentes irradiem luz (existem muitos relatos de médiuns videntes sobre isso).

Os espíritos já bastante experimentados e evoluídos, por outro lado, gradativamente vão perdendo a forma humana, apresentando-se apenas como um clarão, uma chama, uma irradiação espiritual.

Conta-se que ao fim da vida de Zélio de Moraes, sempre que o Caboclo das Sete Encruzilhadas dele se aproximava, os médiuns videntes conseguiam apenas enxergar sua irradiação luminosa e não mais uma aparência humana, como era visto anteriormente.

Popularmente, chama-se de “espírito de luz” qualquer espírito benevolente: Pretos-Velhos, Caboclos, mentores dos centros espíritas, etc. Contudo, um verdadeiro “espírito de luz” seria uma alma tão evoluída que já não mais se apresentaria com corpo espiritual em formato humano e, sim, como uma irradiação luminosa, própria dos espíritos bastante evoluídos.

Apesar dos pretos-velhos, caboclos e outras entidades se mostrarem mais evoluídos que a média geral da humanidade (e por isso são guias), a maior parte se encontra ainda distante da verdadeira luz, se manifestando nos terreiros/centros como parte das provações necessárias aos seus próprios espíritos, a fim de ascenderem espiritualmente.

São, portanto, espíritos a caminho da luz e não iluminados como muita gente desejaria que fossem.

O que acontece é que a expressão “espírito de luz” se banalizou, de forma que qualquer espírito benevolente acaba sendo classificado como um “ser de luz”. Entretanto, se consultarmos a literatura mediúnica sobre o assunto, veremos que a imensa maioria dos trabalhadores espirituais, por mais dedicados sejam, ainda está longe desta condição, o que não é nenhum demérito para eles, mas um fato espiritual.

É da Lei Divina que quem esteja um degrau acima ajude quem está um degrau abaixo. Assim, não são os espíritos puros que descem das longínquas esferas espirituais para vir auxiliar o homem comum, mas aqueles seus semelhantes, um degrau acima na escala evolutiva.

Leonardo Montes

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