segunda-feira, 29 de julho de 2019

CADA UM QUE CUMPRA O SEU PAPEL

Imagem do google

No início dos meus estágios em psicologia, uma professora, conversando com os alunos ávidos por iniciar os atendimentos clínicos, disse:

- Vocês verão que muitas famílias estão em dificuldade porque não conseguem assumir os seus papéis.

Ninguém entendeu muito bem e ela explicou:

- É pai se comportamento como filho, filho querendo ocupar o lugar do pai, mãe querendo se comportar como filha, etc.

Aquilo fez muito sentido para mim e creio que agora deve estar fazendo para você também.

Aliás, isso não se vê apenas na organização familiar, mas em todos os setores da vida humana: é chefe se comportando como dono, é dono agindo como se não fosse dono, é empregado querendo ser dono e por aí vai...

Em todo lugar vemos isso, não é?

No terreiro, não é diferente: é médium querendo ser dirigente, é dirigente querendo voltar a ser médium de corrente, é cambone querendo ser médium, é médium querendo ser cambone e por aí vai...

O que pouco se reflete, porém, é que cada um é chamado por Deus para desempenhar um papel e, como diz aquele velho comparativo que corre pela internet:

“Que seria do cérebro se não fossem os pulmões? Ou os pulmões se não fosse o intestino? Ou o intestino se não fosse o fígado? etc.”

Quando as partes trabalham há harmonia no conjunto!

Se todos fossem médiuns de incorporação, quem seriam os “olhos e ouvidos do terreiro?”, mas se todos fossem cambones, quem atenderia esta multidão? E se todos resolvessem se tornar dirigentes, como ficaria? E se ninguém quisesse ser dirigente, como o terreiro funcionaria?

Dentro de um trabalho espiritual cada um deve cumprir o papel que lhe foi dado pela espiritualidade: nem mais, nem menos, apenas o seu papel!

A espiritualidade, sempre sábia, conhecendo nosso passado – e prevendo nosso futuro – sabe o que necessitamos e, por isso, convida a cada um de nós a assumir, na Terra, parte de um trabalho que, para funcionar, precisa, impreterivelmente, de todas as partes funcionando igualmente!

É preciso, ainda, ter ciência de que estamos todos num Mundo de Provas e Expiações e, portanto, somos todos “farinha do mesmo saco”, não sendo o dirigente melhor que o médium ou o médium melhor que o cambone ou o cambone melhor que o consulente: somos todos espíritos endividados buscando fazer algo de bom com aquilo que a espiritualidade nos ofertou!

Portanto: não inveje a posição do outro! Frequentemente, todos os lauréis que você o imagina coroado sejam apenas fantasias da sua cabeça... A luta é igual para todos, os desafios são os mesmos para todos e se quisermos buscar a felicidade, aprendamos esta lição: seja onde for, como for, cumpra o seu papel!

Nem mais, nem menos do que isso.

E quando tivermos cumprido o nosso papel, a vida naturalmente se encarregará de direcionar nossos passos...

Leonardo Montes


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