sábado, 29 de junho de 2019

A UMBANDA FAZ O MAL?


Imagem do google
No dia 16/11/1908, uma nova luz se fez presente em terras Brasileiras. Foi o nascimento da Umbanda. Uma religião onde poderiam se manifestar os espíritos de ex-escravos e indígenas brasileiros (e com o tempo, outras linhas), trazendo sabedoria e caridade aos corações aflitos que lhes pedissem ajuda.

Em seus princípios simples, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, através do seu médium, Zélio Fernandino de Moraes, estabeleceu os fundamentos da prática umbandista, a começar por: A manifestação do espírito para a prática da caridade!

A Umbanda, desde o seu nascimento, elegeu a moral cristã como a base de todo o seu fundamento, o conhecimento espírita para direcionamento da sua prática mediúnica e a religiosidade africana como parte da sua cosmovisão. Três grandes forças da cultura brasileira se uniram para formar um campo religioso propício a prática da caridade mediúnica com base nos ensinamentos morais de Jesus.

Como religião “aberta”, ao longo do tempo, a Umbanda absorveu influências de diversos movimentos que, antes de se antagonizarem, apenas expressam a diversidade religiosa brasileira.

Mas, se a Umbanda só faz o bem, por que se acredita que ela faça o mal?

Desde o seu surgimento, a Umbanda sofreu tremenda pressão da religião dominante à época, com efusivas pregações contrárias ao seu objetivo, espalhando o medo e a desconfiança no coração de seus fiéis.

Politicamente, sua vida também não foi fácil. Só a partir da década de 1940 é que, em algumas capitais, foi possível registrar terreiros em cartórios, pois a Umbanda não era considerada religião, coisa, aliás, que ainda hoje vemos, basta pesquisar na internet…

Entretanto, toda essa difamação ganhou proporções épicas quando, ao final da década de 1970, com o surgimento de diversas Igrejas fundamentalistas, o preconceito religioso tomou vulto e todas as religiões acabaram sendo atacadas, mas com especial obstinação na Umbanda e no Candomblé, religiões de minorias, mas que, de alguma forma, pareciam incomodar profundamente tais líderes religiosos…

Ao longo de mais de quatro décadas, com grande poder aquisitivo e controle mediático, servindo-se de pregações públicas, jornais, rádio, televisão e, mais recentemente, do YouTube, milhões de pessoas foram influenciadas a acreditar que a Umbanda não apenas fazia o mal, como servia ao diabo e as entidades que nela se manifestam eram simplesmente demônios disfarçados.

É fácil imaginar o que quarenta anos de pregações negativas possam fazer com o conhecimento popular.

A Umbanda foi colocada no rol das coisas ruins, diabólicas, voltadas ao mal...

O fato, entretanto, é bem diverso.

A Umbanda não faz, nunca fez e nunca fará mal a ninguém. Se algum dia, em algum momento, você ouviu o contrário, ou lhe contaram uma mentira ou era algum desavisado que brinca em nome da religião. Coisa, aliás, que existe em todas elas…

A Umbanda também não adora o diabo. Aliás, nem sequer crê em sua existência...

Cremos que o mal existe no coração do homem que é, ainda, um espírito fraco em franca ascensão espiritual, mas não aceitamos a existência de uma entidade cujo poder equivalha ao de Deus.

Por consequência, as entidades que se manifestam na Umbanda, tais como: pretos-velhos, caboclos, crianças, marinheiros, boiadeiros, exus, pombagiras, etc., não são e nunca foram demônios. São espíritos, como nós, em processo de evolução espiritual e que descem à Terra única e exclusivamente para fazer o bem, auxiliar o próximo, prestar a caridade.

Surpreso com tudo isso?

Então, eu te convido a ter sua própria experiência.

Há diversos terreiros de Umbanda no Brasil, por que não visitar um? As chamadas Giras Públicas são abertas a todos e são gratuitas, onde qualquer um pode participar e ter sua experiência. Que tal?

Leonardo Montes


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